domingo, 29 de novembro de 2015

O monopólio da violência e a violência que temos




Uma vez li em algum lugar que, em nossa organização social, os militares, a polícia, estes tem o monopólio da violência. Então, para estes, é permitido pegar uma arma e exterminar uma vida, caso seja necessário.

Vemos a "beleza" deste soldado da foto e que mais jovens talvez não reconheçam. Sua força e sua ausência de temor deveriam ser admiráveis.

Mas ele tem um objetivo que implica a morte de alguém ou de vários. Não existe outra possibilidade. O diálogo, o ponto em comum, o abrir mão pelo benefício de todos ou de alguém que não seja ele, isso não importa. O que deve haver é a prevalência do mais forte e seu desejo. Ele deve ser o vitorioso.

Eis aí a violência nossa de cada dia. É com isso que nos identificamos. Simbolicamente, era desejado ter uma metralhadora que eliminasse todos que se atravessam como obstáculos no meu caminho. Como não temos o monopólio militar e, pelo menos aparentemente, nossos desejos são nossos e não de um Estado, organização paramilitar religiosa ou tribo, a metralhadora vira palavras destrutivas, jogos de influências, seduções... qualquer arma permitida para eliminar quem estiver na frente.

Algo se perde nesse caminho destrutivo. Se perde na falta de empatia, na falta de cordialidade, na aplicação da lei espiritual de dar e receber. Todos perdem um pouco do fluxo de vida, embora nos iludamos com recompensas visíveis.

"Até quando o corpo pede um pouco mais de alma, a vida é tão rara."


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